04 abril 2020

Quarentena Premium: PornHub oferece Serviço gratuito a Portugal


Nestes tempos de emergência, muitas entidades deram o seu contributo para colmatar ou amenizar as carências da população. Uma das maiores empresas da indústria pornográfica, Pornhub, é um exemplo de sucesso: em Itália e em Espanha, autorizou o acesso gratuito ao serviço Premium, cuja procura se traduziu num aumento médio do tráfego no website em cerca de 60%. Entretanto, Portugal também já recebeu esta oferta.

O Pornhub é o melhor conselheiro para quem procura "apimentar" uma relação confinada ao isolamento ou até mesmo para ajudar a ultrapassar o moroso "banho maria" pelo qual as relações à distância tanto sofrem. O portal de vídeos pornográficos tem tido em especial consideração a população solteira - não só os misóginos mas também todas as mulheres que já não se contentavam a ver o filme "50 Sombras de Grey" três vezes de enfiada.

Esta empresa ganhou relevo na área do estudo mediatizado, abrindo as portas, os olhos e as mãos dos portugueses a matérias como a anatomia. Nota-se um crescente "apalpar" de terreno em relação às suas plataformas rivais, o Zoom e a BlackBoard Collaborate Ultra, onde a interação é bastante inferior. O aumento do consumo do papel higiénico, apontado como o resultado de uma atitude que não reflecte valores humanísticos, aparece como um mal menor quando comparado à diminuição dos crimes sexuais, perversões e situações de parafilia, que têm diminuido. O serviço público prestado por esta entidade privada não contribui apenas para o nosso bem-estar emocional e para a saúde mental e sexual de todos os seus utilizadores. Nestes tempos de aflição, fortalece a saúde pública e as medidas de contenção ao tornar o isolamento mais atractivo, acumulando ainda um papel pedagógico em âmbito de quarentena. Alguns dos vídeos disponíveis ensinam como proceder se ficarmos presos no elevador com a nossa vizinha, que alternativas existem se não possuirmos dinheiro para pagar ao estafeta da Uber Eats ou, se estiverem para aí inclinados, formas de ocupar o tempo em casa com a madrasta.


Quando a Covid-19 desaparecer, o Pornhub será sempre lembrado com carinho nas Profecias do novo Testamento d.C. (“depois do Coronavírus”), graças ao seu apoio e compreensão para com todos nós. Os melhores amigos não são aqueles que estão sempre presentes nas nossas vidas, mas sim os que estão connosco nos momentos de maior necessidade. Ao disponibilizar gratuitamente o serviço Premium a Portugal, este herói digital deu ao cidadão comum não só acesso a vídeos de elevada qualidade e diversidade, mas uma força renovada para enfrentar, sem blue balls, a pandemia que atravessamos.

01 abril 2020

Portugal e o Combate ao COVID-19

Diário de Notícias - 25 de Março de 2020
Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde, afirmou esta quarta-feira que Portugal está em guerra, um novo tipo de Guerra Mundial, patrocinada pelo Plague Inc. Para tal, foi necessário avançar para a fase de mitigação do combate à doença, que se iniciou às 00h00 da última quinta-feira. É de realçar que Portugal preparou-se muito bem para esta luta - apesar da falta de equipamento para treinar em Tancos, o nosso país está a ter um bom desempenho, segundo os mais recentes estudos.

1. “Fase de Contenção”

Na primeira fase, o risco de Covid-19 é baixo. Portugal reforçou as linhas SNS24 e de apoio aos médicos, apesar da identificação dos primeiros contágios. Como bons portugueses que somos, portamos-nos bem durante esta fase da Pandemia, mas com sofrimento. A Lei do Desenrasque foi um exemplo da nossa cultura. Graça Freitas acusou o marketing feito pelas comunicações sociais, afirmando: “sempre que há um anúncio relacionado com a nova infeção há um pico de chamadas para a linha. Os nossos médicos e enfermeiros são bons e estão preparados para esta guerra, mas o marketing das comunicações sociais nunca foi equacionado, as pessoas ligam-nos a perguntar se podem colocar gel desinfetante no cabelo para manter o estilo. Mas aos poucos estamos a conseguir combater este inimigo do Oriente, com ajuda do livro “Arte da Guerra II” do pensador Jackie Chan.”

Relativamente às reacções da população, os aplausos e os desafios do Instagram demonstram a forte união e a resiliência que o nosso país tem. Numa semana (de 24 de Fevereiro a 1 de Março) e de acordo com a Nielsen, os portugueses gastaram 250 milhões, enchendo os carrinhos de compras com animais de passeio e/ou roupa desportiva, para que possam dar o seu passeio durante a quarentena. Conclui-se assim que em 2020 já não basta uma Black Friday cheia de promoções em Novembro, que se prolonga pelo fim-de-semana - os portugueses impuseram uma Black Week cheia de inflações em Março.


2. “Fase de Contenção alargada”

Nesta segunda etapa, a aquisição de novos reforços e a implementação de medidas de contenção por parte das autoridades portuguesas é importante. Procedeu-se à identificação dos grupos de transmissão da Europa e casos importados para Portugal.

Sobre a procura por equipamentos de saúde pública, o líder do Governo, António Costa afirmou que “tivemos de comprar estes equipamentos mais caros, em leilões e à pressa, porque havia outros países interessados neles. Mas dinheiro não é problema, surgiram vários filantropos dos tempos modernos que nos ajudaram rivalizar com os outros países. Estamos orgulhosos de dizer que a nossa hotline. Cada médico, para além de ficar impedido de atender chamadas durante algum tempo, tem de assegurar tudo, desde convalidar o caso com um médico do hospital de referência e, se for considerado caso suspeito, tem de informar o INEM, o laboratório, o delegado de saúde e a Diretora-Geral.” Em Portugal, o combate à doença é feito de pacotes de fidelização: o cliente liga para tratar do seu problema, aguarda 1 hora para ser atendido e acaba a ter de ir ao balcão da empresa tratar do problema. Com a eficiência, rapidez e o processo desta burocracia não se percebe o porquê de as linhas do SNS24 estarem entupidas, principalmente quando temos canais televisivos que ajudam a comprovar este facto.

3. “Fase de Mitigação”

Esta fase pressupõe a transmissão comunitária de covid-19 em território nacional, dividindo-se em dois subníveis:
  • Nível 3.1. — “Cadeias de transmissão em ambientes fechados” ou alerta laranja;
  • Nível 3.2. — “Cadeias de transmissão em ambientes abertos” ou alerta vermelho.
Durante estas fases, as cadeias de transmissão do Covid-19 já se encontram estabelecidas em Portugal. O reforço é focado na mitigação dos efeitos do covid-19 e na diminuição da sua propagação para que não sejamos eliminados.

Quanto à situação atual dos hospitais, a Diretora Geral da Saúde afirmou que há necessidade de expansão, nomeadamente camas de isolamento e de cuidados intensivos. “Nesta fase todos os recursos têm de ser direcionados para os hospitais, seja para ajudar ou para fazer o seu jogging. O nosso trabalho tem sido bom, mas temos que nos desenvolver para que tudo isto não seja em vão. Tudo o que o mercado consegue produzir, nós temos tentado comprar para ter em reserva. A reserva estratégica só pode ser ativada, em circunstâncias extraordinárias e pontuais, pela DGS, que avaliará junto decada região a parte a alocar dessa reserva. As 150 toneladas de alheiras de Mirandela, de bolo do caco da Madeira, de Vinho do Porto e de Pastéis de Belém já estão a ser conservados e guardados em sítios apropriados para que sejam usados no futuro.”

Face a esta pandemia, os cidadãos, apesar de começarem a ficar saturados devido ao facto de terem de lidar diariamente com os acidentes que vivem lá em casa, encontram uma nova luz na sua vida profissional e/ou escolar. Os mais novos atualmente têm aulas online, através das plataformas disponibilizadas pelos professores, isto quando não ocorrem “problemas de internet”.  Esta nova realidade foi possibilitada pela força de vontade dos professores, dos estudantes e dos influencers, que pediram a população para permanecer em casa.

Por sua vez, o regime teletrabalho mostrou-se inovador em Portugal. Para algumas empresas, a descoberta milagrosa deste regime mudou completamente os custos e a eficiência nas deslocações de alguns funcionários. Muitos destes queixam-se “que sentem a falta de convivência, de partilha e de trabalho de equipa que existia no seu dia-a-dia”, outros dizem que até preferem este regime “para não ter de lidar com o assédio do patrão”.

Por fim, antes de enfrentarmos o problema económico que virá depois, chegará a Fase de Recuperação, período em que a atividade da doença decresce em Portugal e no mundo. Aponta-se que esta fase se inicie, na pior das hipóteses, no próximo ano. No fundo, serão só mais uns meses em que o apoio ao Serviço Nacional de Saúde parecerá ter sido sempre unânime e em que continuaremos a lamentar as limitações da quarentena, já que anteriormente éramos todos muito pró-activos, íamos todos os dias ao ginásio e desconhecíamos completamente este novo e estranho conceito de “netflix & chill”.

31 março 2020

Opiário nº7

Para que o isolamento não vos deixe infoexcluídos, a Ordem Profética lançou uma nova edição do Opiário que, tendo em conta a especial situação que enfrentamos, será inteiramente digital, não contando com a habitual distribuição em papel.

A 7ª edição do jornal da Ordem Profética revela, em primeira mão, um panorama global dos tempos apocalípticos que o mundo atravessa - a análise profética do coronavírus e de outras calamidades.

O Opiário nº7 inclui:
  • Um ESCÂNDALO!
  • Um guia de sobrevivência anti-contágio
  • Um desafio para ocupar a quarentena, que terá continuidade no nosso instagram
A nova edição já se encontra disponível para download em versão PDF. Podem ser adquiridos este e outros números na respectiva secção deste blog.

10 fevereiro 2020

"O fim da Confiança": uma mega investigação Profética


A CMB optou, no passado mês, pela venda, em haste pública, da antiga saboaria e perfumaria Fábrica Confiança, a ser realizada em meados deste mês. Foi proposta a construção de uma Residência Universitária Privada. O plano da CMB procura preservar grande parte das características arquitetónicas e patrimoniais que tanto caraterizam este edifício, procurando manter a sua identidade e memórias. A construção, tal como foi justificado pelo atual autarca da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Riacho, vêm por conta da especulação imobiliária que afeta a maioria dos alunos da Universidade do Minho. Para além disto, é clara a ideia de que as duas residências existentes nunca albergariam os 20 mil estudantes da nossa universidade. Se há 10 anos estas não se encontravam lotadas, muito por causa dos baixos preços antigamente praticados nos imóveis à volta do campus, a realidade mostra que, agora, devido ao consecutivo aumento anual das rendas, que atualmente rondam os 200/300 euros sem despesas incluídas, esta opção deixou de ser viável.

Na folha de desenhos encontra-se também a construção de um novo edifício moderno que ficará atrás da dita Fábrica. Neste edifício será construída a maior parte dos quartos da “Residência”. Na antiga Perfumaria ficarão as suítes, restaurantes de estrelas Michelin, bares requintados onde não se grega, uma loja da Gucci e um ginásio Premium. Para além disto, os estudantes poderão ainda usufruir de banhos turcos em lágrimas de pobre, massagens com pedras vulcânicas, jacuzzis, coffee shops e uma loja de souvenirs da Cairense. Faz ainda parte dos planos a pavimentação da  Rua do Pulo, que separa os dois edifícios. A questão que se levanta é se o plano original era mais um shopping ou uma residência, em contrapartida cumpre-se um dos grandes objetivos da CMB: a melhoria da imagem urbana da zona universitária que atualmente não se encontra “instagram worthy”.

Através da construção desta residência, salvaguarda-se o interesse público com investimento privado, ou assim deveria ser. A compra da Fábrica Confiança em 2013, por parte da CMB, tinha como objetivo a restauração do edifício para usufruto da cidade, ideia que era fortemente apoiada  por Ricardo Riacho, na altura deputado. A aquisição por parte de privados era considerada um ultraje para a comunidade e história bracarense. Falta de coerência? Não. Agora como autarca e responsável pelas contas da CMB, Riacho alegou que qualquer intervenção pública na antiga Perfumaria não é possível por indisponibilidade financeira. Por outro lado, requalificou o Altice Fórum Braga usando fundos comunitários. Dar alojamento, com dinheiro comunitário, a estudantes, que serão o futuro do país, não é lucrável nesta era de (des)informação e festivais. Sugerir uma cooperação entre os privados e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, de forma a criar uma Residência com moldes mais públicos que privados, ou aceitar as propostas até então apresentadas para a construção de uma Residência Universitária Pública era algo um pouco fora do comum. Em resposta às acusações de incoerência, Ricardo Riacho não poderia deixar de indicar a má gestão financeira da oposição, que esteve na Câmara durante o antigo mandato de Mosquito Mascarado, como fonte do problema.

Estudo promovido pela AAUM em 2018.
Um passo para o futuro mas, ao mesmo tempo, três para trás. A construção seria um enorme passo para o futuro na regularização dos preços do alojamento universitário (atualmente regido pela lei do mais forte) e para baixar os atuais custos despendidos pelos estudantes e pelas suas famílias que, atualmente, rondam os 400/500 euros, tal como concluído num estudo feito pela Universidade do Minho. Os 300 quartos que serão construídos complementariam a procura atual, não fossem cerca de 500 euros por quarto o que normalmente é cobrado por este tipo residências, o que não irá contribuir para baixar o custo médio das rendas. Os estudantes são, assim, confrontados com a escolha entre esbanjar as poupanças das suas famílias no local onde vivem ou num canudo e provável futuro como desempregado licenciado.

Esta notícia esteve parcialmente incluída no Opiário nº6.