16 novembro 2015

É a tua vez…de saltar para o tacho!

Num misto emoções que geralmente é inerente a esta data, chegamos ao ponto do ano em que temos de escolher aqueles que nos representam, sendo que o “nós” são: cerca de 2.000 colaboradores e uns 20.000 que nem se dão ao trabalho de preencher um boletim de voto. Ainda assim, e no que nos diz respeito, a OPUM DEI estará sempre cá para criticar quando assim se justificar, votem 2 ou 20.000 alunos seja o momento mais ou menos oportuno.


Este ano, e retirando do panorama as colheitas excepcionais, voltamos à tradição da lista única. Assim sendo, a nossa escolha está cingida entre os mesmos de sempre e…os invariáveis tachistas (note-se que estas são expressões sinónimas).

A 15 dias do sufrágio, a única lista que se diz capaz de representar os alunos é a mesma que ainda não tem programa eleitoral referente ao planos de actividades do próximo ano publicamente conhecido. Talvez o aspecto mais importante para se ser uma lista candidata à direcção da AAUM não seja ter um bom programa mas sim elementos que já foram escuteiros ou que tenham sido alunos de excelência no Ensino Básico. Isto, obviamente, sem querer retirar protagonismo à importância que ser ex-atleta (nem que seja de matraquilhos) tem no âmbito da representatividade estudantil. Se embarcarmos neste antro de lógica, seria sem qualquer margem para dúvida que votaria no Nelson Évora para presidente da AAUM, não fosse ele um atleta olímpico medalhado! Quanto ao facto de ter ou não ideias para ajudar os estudantes da UM…isso são pormenores.

Por tudo isto em boa hora vos digo caros pares: O voto consciente depreende-se no voto que, depois de conhecidas as diversas medidas dos diferentes candidatos opta por uma escolha clara e fundamentada. Neste âmbito que respeita a medidas eleitorais podemos apenas dizer que, a pouco mais de 2 semanas de eleições, um vota na lista única representa o mesmo que o voto em branco.

Mas nem tudo é mau! Não esqueçamos que até ao final do mandato, Parreira afirmou, por meias palavras, que ainda existem cerca de 100.000 euros para serem gastos…Pode ser que ainda paguem uns rodízios aqui ao burgo!

Extrapolando uma frase de Mia Couto da vida política para a vida associativa:
“(…) para uns, a associação é uma panela. É preciso comer muito e rápido porque a colher é muito disputada e a refeição pode durar pouco. Para outros, contudo, esta ainda é a nobre arte de servir os outros, a missão de colocar acima de tudo os interesses de todos.”
A profecia está lançada!

15 novembro 2015

Tudo (A)normalmente Bem

O governo caiu.

Podem existir todo o tipo de notícias,mais ou menos importantes, mas nunca nos podemos esquecer que o Governo caiu.

Mas como poderiamos esquecer? Quando temos em todos os jornais, e blocos de informação televisivos que nos relembram dissso, a toda a hora, em todo o momento? Inclusivé aqueles quase debates que só servem para encher os bolsos a quem lá vai, ou para tentarem descreditar quem está do outro lado, ou invés de esclarecerem o que querem ou pensam que se vai fazer.

Bem, a Politica Portuguesa sempre foi assim.

Aliás, devíamos fazer um case-study não sobre quem durou menos no governo, não sobre quem durou mais. Mas sim, sobre quem foi mais honesto, com povo. Mas atenção, esta honestidade não é sobre quem não roubou o povo. Mas sim quem roubou, mas disse ao povo que roubou.

Ainda assim, estamos a fugir do assunto que normalmente vos trazemos.

Esta aconteceu no Reino Unido, quando depois de encomendar uma conjunto de cadeiras e mesa na internet, recebeu em na sua morada, Londres, foram entregues duas caixas que tinham no interior 40 sacos de plástico com água e 150 peixes tropicais vivos.

Bem, não num passado recente, o povo português encomendou um governo, e calou-lhe outro na rifa. Sim, não sei se já vos disseram mas o Governo caiu.

Uma coisa é certa, num dos muitos comentários ao vídeo, um a amiga escreveu: "Não me ria assim há muito tempo. Acho que devias fazer nova encomenda ao eBay, talvez recebas um tanque para peixes". Bem, agora que temos os peixes, e acima de tudo, não der para os devolver, quem é que vai encomendar o tanque para encontar uma almofada governativa? 
É que uma coisa é termos uma grande almofada que te permita dormir bem descansadinho, e outra é estarmos a dormir sobre três almofadas de tamanhos mais pequenos, e enfiares a cabeça num dos buracos... Até podes conseguir dormir, mas podes acordar com uma boa dor de pescoço.

Meus amigos, seja como for, seja com quem for só nos resta esperar para ver, até porque aconteça o que acontecer, a Ordem Profética está cá, para defender aquilo que é vosso por direito. Pode ser que agora já desse para fazer a Récita no dia 1º de Dezembro, ao invés do dia 6.

Mas nunca se esqueçam... O governo caiu, mas está tudo (a)normalmente bem.

13 novembro 2015

Tudo uma questão de con(a)sciência!

O que se passa com vós caros fiéis?

Muito se fala nesta nova geração - constantemente designada por morangos com açúcar – e nos comportamentos por ela praticados. Que fatores estarão nos bastidores que levam estes levianos, com meio copo de golden lock e um shot de bagaço no sangue, a ter este tipo de atitudes? 
Poderia por começar a falar dos valores (ou falta destes) vigentes na nossa sociedade e na incrível rutura que houve em relação a estes comparativamente com aqueles que prevaleciam há meio século atrás – sim, para que não fique em águas de bacalhau, são estas ideias abstratas que moldam o comportamento humano num grupo social – não esquecendo o ridículo poder que a Igreja outrora tinha, que durante tanto tempo determinou cada pequeno passo que se poderia, ou não, dar.

Para espanto dos nossos bisavós – esses que por esta altura devem andar às voltas no caixão, assim como Camões quando alguns infames se lembram de maltratar a nossa língua – trocaram-se os locais de culto, como Fátima e o Sameiro por estabelecimentos noturnos, nomeadamente o keimodrumo e o sardinha, sem nunca esquecer o antro de elite que é agora o BA – que supostamente terá deixado de ser apenas um esgoto para bêbados – onde o intuito continuou a ser o mesmo, deixar todo o dinheiro que se tem nos bolsos e continuar a ajoelhar; o terço e o rosário foram substituídos por utensílios que visam a satisfação carnal (sejam eles de plástico ou músculo) e as antigas saias – que segundo feministas, funcionavam como um constrangimento social num antigo sistema patriarcal - foram comutadas por tapa-bicos e calções em que o último,e talvez único, propósito é tapar as costas e aquele pneu Michelin, e nunca o nalguedo.

Qual será a definição de “classe” ? Não a social, a outra! É que está mais que provado que essa sofreu, também, alterações.

“Continuam a insistir em mostrar, quando o fruto proibido é o mais apetecido!”

Serão as hormonas de primavera que se tornaram an(u)ais!? Ou a influência do Anselmo e do respetivo kizomba (que muitos se esforçam por tentar dança-lo ao ritmo de Carl Cox)? Sem nunca esquecer, ao que parece, as lendárias letras do famoso Regula, em que não chega o roça-roça!

À medida que se pratica o scroll (confesso que esta prática dá jeito para outro tipo de situações) nas redes sociais, o que mais se vê são indivídu(a)os - ainda a chorar por causa do Twillight e da separação do Justin Bieber com a Selena - postando frases clichés maltratando tudo aquilo que o sexo masculino representa que, no entanto, são ess(a)es que dão origem a todo o refustedo e putaria existentes nesta nobre(?) academia minhota.

Para concluir, é extremamente importante colocar em evidência que o povo português é de modas e que se gosta de exibir, sendo assim, deixo-vos a minha perspectiva, na expectativa de que esta sociedade sofra outra vez uma rutura, que comportamentos sejam modificados e que os refugiados voltem para a Síria.

PS. Já desde os tempo de Adão e Eva, é mais do que óbvio que poucos têm a forma intrínseca de ser profeta e, não sendo todos agraciados com isso, possuem carne fraca. Posto isto, a pergunta que coloco é a seguinte:
A culpa é do Mauro? Do Ice? Do Cabo? Do Prince? Do Gorgeu? Do ciz? Do Paulo? Do Fliz? Vos levaram na ma vida.

07 novembro 2015

Ir a jogo com a segunda linha

É por demais comum que um Profeta veja nas mais simples coisas a demonstração do mais complexo dos sistemas. É factual que, retirados os subterfúgios e floreados, as ligações sejam tão simples como linhas rectas entre pequenos pontos de interesse.

Posto isto, volte-se ao título e ao que ele aqui significa. Nós, portugueses à beira-mar plantados, vamos a jogo com a segunda linha. Não me refiro aos confrontos do onze mais um do futebol (pois isto é uma analogia e não é uma crónica desportiva) mas sim à globalidade de quem determina se vamos a jogo para ganhar e se, efectivamente, o ganhamos. 

Este nosso Portugal forma os melhores. E os nossos melhores estão cá e estão, cada vez mais maioritariamente, lá fora. E se lá fora os vemos demonstrarem todo o seu potencial, assumindo papéis de preponderância nos seus jogos, por cá abrem-se a porta para equipas de segunda linha. Equipas seleccionadas por treinadores e agentes que nada têm em mente que não o sucesso pessoal e que, a soldo de interesses muito particulares, escolhem para a luta os seus jogadores de segunda.

Reparem que o povo, o adepto desta cooperativa desportiva chamada Portugal (ou outra qualquer entidade), nada pode fazer contra a vontade de treinadores egocêntricos e endeusados. O povo vai apoiando as suas cores com a vontade que pode ou tem, quer lhe custe ou não ver perfilados no terreno de jogo aqueles jogadores fraquinhos e que apenas têm oportunidade por anuírem ao treinador e pertencerem aos contratados deste ou aquele agente.

E os melhores ficam no banco. Não vão a jogo. E não vão porque querem vitórias, querem o sucesso, seu e do seu emblema. E o sucesso por vezes, e neste caso muitas vezes, é inimigo do que alguns pretendem para Portugal. Portugal quer-se murcho e seco, a pagar as cotas e a comprar camisolas, aceitando de qualquer forma que é um emblema um pouco ao nível do “mais ou menos” e que, por ser pequeninho, não pode competir para ganhar.

Mas os melhores estão no banco. O dez, o trinco e o matador aquecem o acento, quando podiam estar a brilhar. A elevar-nos do 16º lugar, logo acima da linha de água, a um 5º lugar e sonhar com as competições europeias. A surpreender o gigante que nos entra pela porta dentro, fanfarrão de altivez, convencido que a vitória já é sua ainda à chegada do autocarro.

Enquanto isto tudo acontece, a segunda linha permanece incapaz de garantir o sucesso necessário, perfilando o seu outrora glorioso emblema a uma queda da liga principal para um nível secundário, regional, e do qual é muito difícil renascer.

Uma equipa que tem os melhores não perde nem a feijões, não é pequena nem de frente a um gigante e não se deixa perder apenas porque, momentaneamente, alguém ganhou com isso.