20 outubro 2015

Carta aos Futuros Iluminados

Rua Nova de Santa Cruz,
Dia de luz sobre os obscuros
Novo Tetamento, Caires 0:01
"A diferença entre um trocadilhe e um trocadilho é a quantidade de emissões de CO2 no pelo"

Hoje, caros (doravante) iluminados, trago-vos um misto de tudo entre uma mística de nada.

Como muitos de vós sabem deparamos hoje com uma grave crise nas emissões poluentes para a atmosfera. Muito recentemente foi desvelado um escândalo que, para além de outras, envolve a marca de automóveis Volkswagen (curioso que traduzido à letra seja "carro do povo").

Para o burgo, e apesar do furor inicial, isto significa tanto como o desaparecimento do Tinoco. (Aliás, minto, o Tinoco representa muito mais!) As emissões de CO2 poderiam rebentar com tudo isto, desde que o Bruno de Caralho não insinuasse, publicamente, que o Dr. Orelhas e respetiva comitiva oferecem fruta, desta vez literalmente, em diversos restaurantes da capital a senhores que passeiam um apito e bandeiras (daquelas que não fogem para Angola com o preto) no terreno de jogo.



Já que a temática é fruta, falemos da prestigiada discoteca Sarinha Morta (nome dado não pela jovem que já lá faleceu afogada mas sim um pequeno trocadilhe). Este local ganha cada vez mais conotação pelas loucas noites que proporciona aqueles que incorporam, ou almejam incorporar, a cor roxa. As loucas e dóceis meretrizes que por lá se encontram não resistem ao chamamento profético e, sem qualquer pudor, acolhem-nos nos seus seios…perdão, no seu seio.

A esta casa, como a tantas outras, apenas agradecemos, mas não sem antes ressalvar que tudo teria mais piada se a menina que tanto se mexe em volta do varão não usasse qualquer indumentária.



Contudo, e como nem tudo na vida é fruta, temos também belos exemplos de estupidez e indecência para vocês. Esta semana um jovem cujo QI ascende aos 0.001, note-se o arredondamento por excesso, conseguiu, uma vez mais, provar que somos aquilo que comemos. Falo-vos de Lábio Martins, o devorador de esterco. Não de qualquer um, do seu esterco.



Por isso, em boa hora vos digo, só a fruta combate e compensa os demónios que abundam neste mundo.
‪#‎bolinhoseconanuncaserejeitam‬
‪#‎frutaparatodos

19 outubro 2015

Democracia Demagogia

"Dá ao povo a possibilidade de escolher e haverá sempre quem escolha chupar um Calippo."
Profeta Gervásio in "Morangos com Açúcar XX - O Regresso do Bar do Pipo"


Quarenta e um anos volvidos desde a devolução do poder de escolha ao povo português e os rapazolas que nos lideram pedem-nos que abdiquemos desse direito. Pedem que lhes entreguemos o poder de forma absoluta para que, qual tirania a termo fixo, apliquem em quatro anos aquilo que decidirem ser o mais adequado para a nossa nação, sem qualquer necessidade de explicação ou avaliação.

Estes rapazolas, nascidos de árvores em que os ramos se asfixiam uns aos outros para garantir a sua própria sobrevivência, a líderes num sistema sem outro mérito que não o nepotismo fascista de favores a soldo de quem melhor remunera, gladiam-se por um poder que não lhes pertence, oferecendo um triste espectáculo a quem democraticamente confiou neles o destino de Portugal.

Que Estado é este que acredita que é melhor entregar a chave da casa aos ladrões na esperança de que, no balanço dos saques, haja mais dentro de casa do que quando a entregaram? Que líderes são estes que só permitem a governabilidade caso esta não possa ser posta em causa, mesmo que, a troco de cinco tostões, nos encaminhem para a caldeira de uma fábrica vendida aos Chineses?

Diria a sabedoria popular que "nem tudo está mal, desde que jogue o Benfica". Aproveitem e coloquem um fado no telefonia do vosso automóvel quando forem rezar a Fátima, pois já por parvos estes rapazolas nos andam a tomar, alimentando-nos com os três F's do antigo regime, enquanto que enriquecem com a nossa propriedade.

Deixemos então de escolher o Calippo, que não mais é do que gelo disfarçado. Escolham o gelado mais caro e mandem a conta para Belém. E não vos preocupeis com as Finanças porque, pelo andar da carruagem, ainda a Terra não deu mais uma volta ao Sol, e já estareis para lá das nossas fronteiras.

E, provavelmente, melhor recompensados pelo vosso valor.

*Este Profeta ignora totalmente o acordo ortográfico, apesar de nada ter contra as brasileiras.

18 outubro 2015

Tudo (A)Normalmente Bem

Neste dia chuvoso de Domingo poderíamos de falar de muita coisa, desde a primeira acção do nosso filósofo do estilo Socrático em liberdade (nem o nosso querido Ferradini teve tanto impacto), passando pelos golos do Reinaldo, e acabando no Bruninho de Coalho (que felizes ficam os jornalistas com este menino). Porém queríamos contar uma história que aconteceu há quase um mês, nos Estados Unidos da América.
No passado dia 25 de Setembro, um homem, com toda a calma do mundo, tentou incendiar um aranha, enquanto abastecia gasolina no seu veículo, com um isqueiro. Neste momento, toda a gente só pensa que este homem é idiota, ridículo, ou até um tuno.





Até aqui tudo (a)normal.

E se vos dissermos que esta história se passa em Portugal?

Sim, em Portugal. Sim, desde dia 4 de Outubro.

Não acreditam? A imagem em cima é uma alegoria tudo o que se passa no nosso país neste momento. Um Estado que depois de 4 anos (carro), se prepara para se restabelecer, e, duas semanas depois das Eleições, temos um Tó da Encosta (homem), que com uma coligação à Esquerda (isqueiro), quer queimar a coligação do Portugal Quase para a Frente (aranha). Tudo bem que as meninas Ana Dragão e a Joana Boa Todos os Dias já não fazem parte do Bloco (com muita pena dos Profetas), mas cada um sabe de si, que o digam o povo da Tun'o Minho.









Já vamos em duas semanas, onde já houve expulsões no Biggest Loser e na Quinta, num país que se partiu ao meio com a chegada da Troika (mal por mal, mais vale o Parreira), e ao invés de negociações, existem apenas críticas e acusações, sobre propostas que ficam na gaveta, ou porque não se podem cumprir porque não há dinheiro, ou porque têm medo de serem envolvidos no caso Mães de Bragança. Não entendo, antes resolvia-se tudo à pancada, agora nem se pode chamar gay sem querer na televisão e já fica o caldo entornado.




Ficamos então à espera que finalmente haja entendimento, e não, não estou a falar do sexo do Zé Castle da Branca, porque isso dá pano para mangas.
Já dizia o Profeta aos Indecisos:" Em caso de dúvida, mais vale dar-lhe um tiro".

Esperamos nós e esperam todos os portugueses para que as pessoas se entendam, para resolverem a salsichada em que nos meteram. Sim, porque temos sempre saudades das notícias de refugiados sírios, ou mesmo de praxe. Sim, porque esses são os que verdadeiramente queimam o país.

17 outubro 2015

Conta-me como foi, dir-te-ei como me vais por trás #1

“Sou eu e uma ou duas queridas
Tu pensas que são tuas queridas
My nigga eu tenho tantas queridas
Eu devia ter duas vidas”
- Regula in poema “Langaife”
A Ordem Profética da Universidade do Minho comemorará a 13 de Maio os seus 25 anos, mas sempre existiram Profetas desde que o Mundo é Mundo, muito antes da criação desta Banda que tanto aquece corações e rabos grandes.

Se a OPUM DEI é um poço de sabedoria que todos cravejam mas no qual só as mais belas damas podem saciar-se, é também verdade que para alcançar este ápice de conhecimento passamos por mil histórias que nos deram experiência e a capacidade de distinguir a verdade da ilusão, o socialismo do Partido Socialista, uma gaja boa de um travesti bem constituído. Entre essas histórias, recordamos uma que nos é favorita, a lenda do Profeta Sebastião, que ainda hoje está muito presente na nossa mística profética.

Corria o ano de 1578 e era numa noite quente de Agosto, daquelas em que apetece ir para o Biba Ofir apreciar belas moças em tops e leggins justas. Contudo, longe, muito longe do Biba Ofir, em Marrocos, um homem de vestes sofisticadas encontrava-se na varanda de um distinto bordel. Do interior do quarto caloroso ouviam-se apelos de aconchego.

O Profeta Sebastião olhou pela última vez o amanhecer daquele dia e voltou para o quarto. Duas mulheres estavam prostradas no seu leito, esperando, ansiando, implorando o seu amor.

Mas o desejado Profeta Sebastião sabia que o tempo que restava era pouco. O que fazer quando os minutos são escassos? Ir pelo buraco um ou dois? Em que posição? Tais questões sempre lhe criavam stress. O seu amigo D. José Paiva entregara-lhe em mão no dia anterior umas plantas ali da localidade que, dissera ele, eram milagrosas. "Vais sentir-te no paraíso celestial", afirmara mesmo.

Abriu a gaveta da cómoda e de um saco de veludo retirou as ervas mágicas. Arrancou um pedaço de papel da Bíblia que tinha sempre pousada junto da cama e com alguma destreza de língua lambeu a mortalha e enrolou as ervas, formando um pequeno embrulho a que ali chamavam de "al charuto". Acendeu-o no lume de uma das várias velas que iluminavam o quarto e, com o charuto na boca, puxou o ar para dentro.

Um bom controlo da língua é essencial para diversas atividades do dia-a-dia.

Rapidamente sentiu algo divino percorrendo o seu corpo, certamente a mão de Deus, o mesmo Deus que o guiava a ele e aos portugueses na sua expansão. Naquela manhã partiria para Alcácer-Quibir para mais uma batalha, mas neste momento sentia-se acima de todo o mundo e ausente de qualquer medo.

Nada o assustava.

Nem a guerra.

Nem os otomanos.

Nem a aranha gigante que olhava fixamente para ele naquele momento.

Depressa o quarto se encheu do fumo do charuto. As meretrizes, enroladas em lençóis, imploravam ainda por mais amor sebastiano, mas já sem vê-lo, só ouviam alguém tossir pontualmente. A porta do quarto abriu-se de rompante e alguém gritou:

- D. Sebastião! A hora tarda e os soldados estão impacientes. Vamos partir agora se queremos estar à uma hora naquela taberna boa na estrada para Alcácer-Quibir e quem sabe comprar um ou dois tapetes.

As prostitutas ouviram passos e gritaram pelo Profeta Sebastião, mas este não lhes respondeu. Silêncio. Olharam, chamaram, mas nada ouviram em retorno. Ali, no meio da fumaça, não estava ninguém. Nada podiam fazer a não ser esperar que talvez o Profeta tomasse consciência e voltasse para uma rapidinha. Nada podiam fazer a não ser esperar que de entre a névoa voltasse D. Sebastião, o Desejado.

Até aos dias de hoje as donzelas que foram honradas com a companhia profética, depressa foram abandonadas e o prazer transformou-se em vazio, pois a presença de um Profeta é tão intensa quanto efémera, e são muitas as fãs que nos pedem que as acudam para escasso tempo que passamos neste Mundo.

Estas mulheres apenas podem esperar que, tal como o Profeta Sebastião, nós regressaremos um dia, para voltar a aquecê-las com o nosso calor profético.